Barra Grande é alvo de operação do Gaeco, que investiga grilagem de terras imprimir publicado em: 06 / 06 / 2019

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investiga o esquema para grilagem de terras no litoral do Piauí nas praias de Macapá, Carnaubinha e Barra Grande (município de Cajueiro da Praia). As operações foram batizadas de “Nullius Terram” e “Sal da Terra”.

Barra Grande, município de Cajueiro da Praia e a especulação imobiliária cada vez mais crescente. (Foto: Divulgação)

O grupo envolvia empresários, advogados, policiais militares, servidores públicos e um cartório. De acordo com o promotor Rômulo Cordão, coordenador do Gaeco, a organização tomava terras de posseiros e em seguida tentava legalizar os terrenos, para então revendê-los. Os investigados são suspeitos de utilizar de violência e ameaçar até mesmo um prefeito da região.

Fluxograma que mostra como funcionava o esquema de grilagem no Litoral do Piauí (Reprodução/TV Clube)

De acordo com o promotor, o alvo do grupo eram terras próximas ao mar localizadas no litoral do Piauí, nas praias de Macapá, Carnaubinha e Barra Grande. “É um local com grande potencial turístico e exploração de energia eólica”, disse o promotor Rômulo Cordão.

Por se tratarem de terrenos bem próximos do oceanos, as terras pertencem à União. Atualmente, estas terras são ocupadas por posseiros, pessoas que moram no lugar há décadas, mas que não possuem a propriedade da terra. A organização investigada tinha a intenção de tomar esses terrenos, regularizar a posse para eles, e posteriormente revendê-las.

Cartório fazia parte do esquema

A investigação apurou que a organização tinha influência no cartório da cidade de Luís Correia, e atuava para tentar regularizar as terras depois da expulsão dos posseiros. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa de gestores do cartório durante a operação Terra Nullius.

G1 Piauí

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