Bivar é alvo de buscas da PF no caso dos laranjas do PSL, partido do presidente Bolsonaro imprimir publicado em: 16 / 10 / 2019

A Polícia Federal deflagrou hoje uma operação com nove mandados de busca e apreensão para apurar desvios de verbas do Fundo Partidário. Conforme o portal G1, pelo menos um dos endereços alvo é ligado ao deputado federal Luciano Bivar (PE), presidente nacional do PSL, o partido do presidente Jair Bolsonaro. A investigação apura uso de candidaturas laranjas pela legenda na eleição de 2018.

Os mandados foram autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) em atenção a um pedido feito pelo Ministério Público Eleitoral.

A investigação, segundo a PF, busca esclarecer se houve fraude no uso de dinheiro destinado às candidaturas de mulheres – a legislação obriga aplicação de ao menos 30% em postulantes do sexo feminino. Os indícios são de que os valores teriam sido aplicados de forma fictícia, o que possibilitaria desvio para outras finalidades.

Disputa

A operação da PF deflagrada hoje ocorre em meio à uma disputa interna no PF entre grupos liderados por Bivar e Bolsonaro.

Dias atrás, o presidente foi filmando recomendando a um pré-candidato esquecer o PSL. Ele disse na mesma gravação que Bivar estava “queimado”. A divulgação do vídeo escancarou uma série de descontentamentos, reclamações e acusações internas. Bivar disse que interpretou a fala de Bolsonaro como um pedido de desfiliação.

O grupo ligado ao presidente do PSL passou a fazer ataques aos advogados Admar Gonzaga e Karina Kufa que, remunerados pelo partido, dão assessoria jurídica a Bolsonaro.

O presidente pediu então uma auditoria nas contas do PSL e, em conversas reservadas, avalia a possibilidade de deixar a sigla e legar junto um conjunto de parlamentares.

Por trás das divergências públicas está a disputa pelo controle das milionárias verbas dos fundos partidário e eleitoral do PSL no ano que vem. Responsável pela eleição da segunda maior bancada da Câmara, o partido terá direito a um montante que passa de R$ 300 milhões de dinheiro público, verba que deve ser usada em campanhas e na organização da sigla.

Por Valor

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