Bolsonaro quer financiar conta de luz de igrejas evangélicas imprimir publicado em: 10 / 01 / 2020

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quer subsidiar as contas de luz de grandes templos religiosos espalhados pelo Brasil. Por isso, ele pediu que o Ministério de Minas e Energia (MME) elaborasse uma minuta de decreto sobre o assunto, que já foi enviada para a pasta da Economia. Embora o movimento seja para beneficiar templos religiosos de forma ampla, os evangélicos são o principal alvo da medida, que tem gerado atritos dentro do governo.

A equipe econômica comandada pelo ministro Paulo Guedes rejeita a medida, que vai na contramão da agenda do titular da Economia no governo Bolsonaro. Guedes é conhecido por defender a redução de benefícios desse tipo. Apesar disso, o MME confirmou que o assunto está sendo avaliado.

Embora o movimento seja para beneficiar templos religiosos de forma ampla, os evangélicos são o principal alvo da medida
Foto: Marcelo Aprígio/JC

A articulação inciada por Bolsonaro para esta concessão de subsídios se dá devido a influência de líderes evangélicos sobre o Palácio do Planalto, que é cada vez maior. Inclusive, o próprio presidente já disse que quer tê-los por perto na sua administração.

Coordenador da Bancada Evangélica, o deputado Silas Câmara (Republicanos-AM) afirmou que os subsídios na conta de luz para templos religiosos é “justa” e têm impacto “mínimo”. De acordo com ele, a medida não beneficiará apenas evangélicos e as igrejas não geram lucro.

“Os templos religiosos só funcionam das 18h às 23h e é justamente nesse horário que as distribuidoras podem cobrar mais”, afirmou. “Fechem todas as 300 mil igrejas no Brasil em um dia para ver o impacto social e na segurança no dia seguinte”, pontuou o parlamentar.

Acenos

Os acenos entre o chefe do Poder Executivo brasileiro e os protestantes têm sido mútuos. Em todo o país, muitos templos já anunciaram a disposição de ajudar o presidente a formar sue novo partido, o Aliança pelo Brasil, e coletar as quase 500 mil assinaturas necessárias para registrar a legenda no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Outro aceno de Bolsonaro aos protestante se deu quando ele avisou que pretende indicar um ministro “terrivelmente evangélico” para o Supremo Tribunal Federal (STF). Os evangélicos representam 29% dos brasileiros e podem ser o fiel da balança na campanha de Bolsonaro à reeleição, em 2022. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os protestantes devem ultrapassar os católicos até 2040.

Impostos para igrejas

Em uma rápida transmissão ao vivo pelo Facebook, em maio de 2019, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que não irá criar um novo imposto para as igrejas. “Não existe por parte do governo federal nenhuma hipótese de novo imposto para igrejas”, disse.

O presidente fez o pronunciamento direto de Santa Catarina, onde participou de um encontro de evangélicos. O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, participou do vídeo e também o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno.

Com agências
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