Candidata a deputada pelo PR do Piauí é apontada como laranja imprimir publicado em: 15 / 02 / 2019

Uma reportagem da Folha de S. Paulo, que apura potenciais candidaturas laranjas em todo o país nas eleições de 2018, apontou uma candidata a deputada estadual pelo PR do Piauí. Tamires Vasconcelos recebeu a bagatela de R$ 370 mil do fundo partidário e obteve apenas 44 votos.

A Folha de S. Paulo cruzou dados da Justiça Eleitoral e descobriu que 53 candidatos que receberam menos de mil votos e mais de R$ 100 mil do fundo. Dessas candidaturas, 49 eram de mulheres. Ainda conforme a reportagem, os dados reforçam a suspeitas de que as siglas lancem candidaturas laranjas de mulheres para cumprir a cota obrigatória de 30%, prevista na lei eleitoral.

Foto: TSE
Tamires Vasconcelos

Thamires Vasconcelos, apontada pela reportagem, é natural da cidade Regeneração, a 146 quilômetros da capital Teresina. A jovem de 22 anos trabalha no Detran da cidade e é revendedora de produtos Tupperwere. Nas redes sociais da candidata não havia sinal de campanha, apenas promoções de garrafas de plástico.

O presidente estadual da sigla, Fábio Xavier (PR), foi o deputado estadual mais votado na cidade de Regeneração. O parlamentar obteve 2.300 votos e Tamires, que recebeu a verba de R$ 370 mil, obteve apenas 5 votos. De acordo com a prestação de contas da candidata, ela gastou maior parte dos recursos com publicidade. Pelo valor recebido, cada voto da candidata teria saído por R$ 9 mil.

Caso PSL

Além do caso de Tamires, outro caso descoberto pela Folha de S. Paulo também teve grande repercussão na mídia nacional nos últimos dias. Maria de Lourdes Paixão, candidata a deputada federal pelo PSL no Pernambuco, teria recebido R$ 400 mil da cota feminina do fundo eleitoral.

A quantia, entregue três dias antes da eleição, serviu para imprimir 9 milhões de santinhos e 1,7 milhão de adesivos. Apesar do valor e da grande divulgação, a candidata obteve apenas 247 votos.

Maria de Lourdes e do mesmo estado do atual presidente da sigla, Luciano Bivar, que se candidatou ao mesmo cargo que a acusada pela reportagem. Na época da campanha, quem presidia o PSL era Gustavo Bebianno, atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República.

As suspeitas geraram desconforto entre a equipe do go doverno de Jair Bolsonaro. O filho do presidente, vereador Carlos Bolsonaro, chegou a usar o Twitter para chamar o ministro de mentiroso. Desde então, há uma crise dentro do governo, podendo gerar até na demissão do ministro.

Por: Andressa Martins | GP1

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