Gestantes com microcefalia intraútero terão pré-natal para alto risco imprimir publicado em: 01 / 12 / 2015

A fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que Teresina tem 4.864 casos da dengue notificados e 4.495 casos confirmados e, durante reunião realizada na manhã de terça-feira (01), o Comitê de Operações de Emergências em Saúde Pública do Piauí – Microcefalia decidiu encaminhar as gestantes em que houver detecção de microcefalia intraútero para acompanhamento obstétrico preferencialmente em serviço de pré-natal de alto risco.1 Gestantes com microcefalia intraútero

O Comitê de Operações Emergenciais decidiu adotar procedimentos a serem usados para a vigilância dos casos de microcefalia no Piauí. Segundo o comitê, alguns estados brasileiros reportaram aumento significativo na ocorrência de microcefalia entre os recém-nascidos nos últimos meses do corrente ano. Esta mudança de padrão constitui-se “agravo inusitado” e fez com que o Ministério da Saúde declarasse Estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional e promovesse estudos epidemiológicos para avaliar a extensão do problema e os fatores associados à mal formação congênita de forma a nortear as condutas pertinentes, em conjunto com as Secretarias Estaduais de Saúde e em caráter emergencial.

Define-se microcefalia como a ocorrência congênita de perímetro cefálico abaixo do padrão esperado nas curvas apropriadas para idade e sexo. De modo geral, um perímetro cefálico baixo indica um cérebro pequeno. Cerca de 90% das microcefalias estão associadas a retardo mental – exceto aquelas de origem familiar. A microcefalia pode resultar de alterações genéticas, doenças metabólicas, isquemia uterina, uso de medicamentos, álcool ou de drogas pela mãe e de infecções durante a gravidez. As principais infecções congênitas associadas à microcefalia são: toxoplasmose, rubéola, citomegalovirosee vírus herpes.

No Piauí, dados consolidados até 25 de novembro de 2015 identificaram 36 crianças nascidas com microcefalia desde o início do mês de outubro de 2015. Estas crianças nasceram em seis maternidades da capital (cinco públicas e uma privada), a maioria tinha entre 38 e 40 semanas de idade gestacional e perímetro cefálico variando entre 22 e 31 (média=29,3cm) e não tinha outras mal formações associadas.

Os exames sorológicos realizados até este momento não identificaram a etiologia dos casos. O número de casos de microcefalia em todo o estado de 2008 a 2014 foi: 2, 1, 1, 3, 4, 6, respectivamente. Estas informações iniciais caracterizaram franca elevação do padrão de ocorrência do evento no Piauí. No dia 13 de novembro, a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI) criou o Comitê de Operações de Emergências em Saúde Pública no Piauí – Microcefalia, composto por profissionais da Secretaria de Estado da Saúde, Universidade Federal do Piauí, Universidade Estadual do Piauí, Laboratório Central (Lacen), Assistência Hospitalar, Fundação Municipal de Saúde de Teresina e Ministério da Saúde, dentre outros.

Relação entre Zika Vírus e microcefalia

Em 28 de novembro de 2015, o Ministério da Saúde confirmou definitivamente relação causal entre infecção pelo vírus Zika durante a gestação e a ocorrência de microcefalia. Estudos realizados no Instituto Evandro Chagas indicaram a presença de partículas virais em tecidos obtidos por necropsia de recém-nascido com microcefalia.2 Gestantes com microcefalia intraútero

Considerando este cenário epidemiológico, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) recomenda às secretarias municipais e aos serviços de saúde as seguintes ações: Divulgar aos profissionais de saúde a definição padronizada de casos suspeitos de microcefalia e orientações para acompanhamento dos pacientes; notificar imediatamente os casos suspeitos por meio do formulário de Registro de Eventos de Saúde Pública disponível no endereço eletrônico http://j.mp/microcefalias (RESP – Microcefalias) e no SINASC (Declaração de Nascido Vivo), divulgar para a população as medidas de proteção individual (em especial para mulheres em idade fértil e gestantes); e reforçar as ações de prevenção e controle vetorial em áreas urbanas e periurbanas, conforme estabelecido nas Diretrizes Nacionais do Programa Nacional de Controle da Dengue.

Maior número de casos na Santa Maria da Codipi

O bairro Santa Maria da Codipi, na zona Norte de Teresina, é o bairro da capital que registrou maior número de casos da dengue, contabilizando 326 ocorrências do vírus. A dengue, a zika são transmitidas pelo mosquito da dengue – Aedes aegypti – é o mesmo que transmite o Zika Vírus, responsável diretamente pelo aumento do número de bebês nascidos com microcefalia no país em 2015.

Os dez bairros de Teresina que mais registraram casos de dengue neste ano foram Santa Maria da Codipi, com 326 casos; Parque Brasil, na zona Norte – 219 casos; Mocambinho, na zona Norte – 201 casos; Buenos Aires, zona Norte – 171 casos; Santo Antônio, zona Norte – 147 casos; Dirceu zona Sudeste – 139 casos; Dirceu II, com 139 casos Promorar, na zona Sul – 131 casos; Água Mineral, na zona Norte – 123 casos; e Satélite, na zona Leste – 122 casos.

Em todo o Piauí, foram notificados, somente neste ano, 7.458 ocorrências de dengue até o momento. Destes, mais de 6 mil já foram confirmados. As dez cidades com o maior número de casos de dengue são Teresina – 4.801 casos; Picos – 351 casos; Parnaíba – 220 casos; Oeiras – 103 casos; São Raimundo Nonato – 93 casos; Alvorada do Gurgueia – 78 casos; União – 72 casos; Barras – 71 casos; Luís Correia – 67 casos; e Pedro II – 66 casos.

O Comitê de Operações Emergenciais decidiu adotar procedimentos a serem usados para a vigilância dos casos de microcefalia no Piauí. Segundo o comitê, alguns estados brasileiros reportaram aumento significativo na ocorrência de microcefalia entre os recém-nascidos nos últimos meses do corrente ano. Esta mudança de padrão constitui-se “agravo inusitado” e fez com que o Ministério da Saúde declarasse Estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional e promovesse estudos epidemiológicos para avaliar a extensão do problema e os fatores associados à mal formação congênita de forma a nortear as condutas pertinentes, em conjunto com as Secretarias Estaduais de Saúde e em caráter emergencial.

Define-se microcefalia como a ocorrência congênita de perímetro cefálico abaixo do padrão esperado nas curvas apropriadas para idade e sexo. De modo geral, um perímetro cefálico baixo indica um cérebro pequeno. Cerca de 90% das microcefalias estão associadas a retardo mental – exceto aquelas de origem familiar. A microcefalia pode resultar de alterações genéticas, doenças metabólicas, isquemia uterina, uso de medicamentos, álcool ou de drogas pela mãe e de infecções durante a gravidez. As principais infecções congênitas associadas à microcefalia são: toxoplasmose, rubéola, citomegalovirosee vírus herpes.

No Piauí, dados consolidados até 25 de novembro de 2015 identificaram 36 crianças nascidas com microcefalia desde o início do mês de outubro de 2015. Estas crianças nasceram em seis maternidades da capital (cinco públicas e uma privada), a maioria tinha entre 38 e 40 semanas de idade gestacional e perímetro cefálico variando entre 22 e 31 (média=29,3cm) e não tinha outras mal formações associadas.

Os exames sorológicos realizados até este momento não identificaram a etiologia dos casos. O número de casos de microcefalia em todo o estado de 2008 a 2014 foi: 2, 1, 1, 3, 4, 6, respectivamente. Estas informações iniciais caracterizaram franca elevação do padrão de ocorrência do evento no Piauí. No dia 13 de novembro, a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI) criou o Comitê de Operações de Emergências em Saúde Pública no Piauí – Microcefalia, composto por profissionais da Secretaria de Estado da Saúde, Universidade Federal do Piauí, Universidade Estadual do Piauí, Laboratório Central (Lacen), Assistência Hospitalar, Fundação Municipal de Saúde de Teresina e Ministério da Saúde, dentre outros.

Relação entre Zika Vírus e microcefalia

Em 28 de novembro de 2015, o Ministério da Saúde confirmou definitivamente relação causal entre infecção pelo vírus Zika durante a gestação e a ocorrência de microcefalia. Estudos realizados no Instituto Evandro Chagas indicaram a presença de partículas virais em tecidos obtidos por necropsia de recém-nascido com microcefalia.

Considerando este cenário epidemiológico, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) recomenda às secretarias municipais e aos serviços de saúde as seguintes ações: Divulgar aos profissionais de saúde a definição padronizada de casos suspeitos de microcefalia e orientações para acompanhamento dos pacientes; notificar imediatamente os casos suspeitos por meio do formulário de Registro de Eventos de Saúde Pública disponível no endereço eletrônico http://j.mp/microcefalias (RESP – Microcefalias) e no SINASC (Declaração de Nascido Vivo), divulgar para a população as medidas de proteção individual (em especial para mulheres em idade fértil e gestantes); e reforçar as ações de prevenção e controle vetorial em áreas urbanas e periurbanas, conforme estabelecido nas Diretrizes Nacionais do Programa Nacional de Controle da Dengue.

Maior número de casos na Santa Maria da Codipi

O bairro Santa Maria da Codipi, na zona Norte de Teresina, é o bairro da capital que registrou maior número de casos da dengue, contabilizando 326 ocorrências do vírus. A dengue, a zika são transmitidas pelo mosquito da dengue – Aedes aegypti – é o mesmo que transmite o Zika Vírus, responsável diretamente pelo aumento do número de bebês nascidos com microcefalia no país em 2015.

Os dez bairros de Teresina que mais registraram casos de dengue neste ano foram Santa Maria da Codipi, com 326 casos; Parque Brasil, na zona Norte – 219 casos; Mocambinho, na zona Norte – 201 casos; Buenos Aires, zona Norte – 171 casos; Santo Antônio, zona Norte – 147 casos; Dirceu zona Sudeste – 139 casos; Dirceu II, com 139 casos Promorar, na zona Sul – 131 casos; Água Mineral, na zona Norte – 123 casos; e Satélite, na zona Leste – 122 casos.

Em todo o Piauí, foram notificados, somente neste ano, 7.458 ocorrências de dengue até o momento. Destes, mais de 6 mil já foram confirmados. As dez cidades com o maior número de casos de dengue são Teresina – 4.801 casos; Picos – 351 casos; Parnaíba – 220 casos; Oeiras – 103 casos; São Raimundo Nonato – 93 casos; Alvorada do Gurgueia – 78 casos; União – 72 casos; Barras – 71 casos; Luís Correia – 67 casos; e Pedro II – 66 casos.

Por: Efrém Ribeiro | Jornal Meio Norte

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