Juiz Luiz Moura decreta prisão dos líderes do movimento “Polícia Legal” imprimir publicado em: 02 / 12 / 2015

O juiz Luiz Moura Correia, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina, decretou a prisão de líderes do movimento “Polícia Legal”, deflagrado no último sábado, 28 de novembro.movimento Polícia Legal

O coronel Carlos Augusto Gomes de Souza, comandante geral da Polícia Militar do Piauí, confirmou a informação, mas preferiu não detalhar quantos nem quais PMs tiveram a prisão decretada.

De acordo com o comandante, a decisão judicial está com a Corregedoria da Polícia Militar, cujas equipes iniciaram ainda na tarde desta quarta-feira as diligências destinadas a localizar os policiais militares que devem ser presos.

“A Corregedoria está à procura desses policiais, que serão notificados para se apresentarem em até 24 horas ao órgão”, afirma Carlos Augusto.

O coronel considera que o movimento Polícia Legal é injustificado, pois todas as demandas apresentadas pela categoria este ano estão sendo atendidas pelo Governo do Estado. “As reivindicações são justas. Nós, policiais militares, merecemos melhores condições de trabalho. Porém, eu considero esse movimento inoportuno e extemporâneo”, afirma o coronel.

Os líderes do movimento “Polícia Legal” não foram encontrados pela reportagem para comentar a decisão judicial.

Protesto

Os policiais militares que aderiram ao movimento “Polícia Legal” realizam a partir das 17 horas desta quarta-feira uma passeada em protesto às condições de trabalho da categoria.Policia Legal

O ato deve contar com a participação de PMs e de bombeiros militares do Piauí, que farão uma caminhada do Tribunal de Justiça do Estado até a Igreja São Benedito, passando pela Avenida Frei Serafim.

A passeada está sendo chamada pelos manifestantes de “cortejo fúnebre”. Durante a manifestação, os policiais vão carregar dez caixões, que representam os PMs mortos em serviço.

Além de exigir melhores salários para a categoria, o movimento “Polícia Legal” foi deflagrado para denunciar casos de abuso de poder, perseguição e autoritarismo dentro da corporação.

Os manifestantes também exigem uma política de promoções mais justa, que não seja orientada por critérios políticos.

Por: Cícero Portela | Portal ODia

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