Marcelo Castro nega saída do Ministério e defende Dilma imprimir publicado em: 05 / 12 / 2015

O ministro da Saúde Marcelo Castro (PMDB-PI) afirmou, na tarde desta sexta-feira (4), que não existe nenhuma possibilidade de deixar o cargo, como fez nesta quinta-feira seu colega de partido Eliseu Padilha ao pedir demissão do Ministério da Aviação Civil. O ato de Padilha gerou especulações de que o PMDB estaria pressionando os ministros da sigla a abandonar o governo, após a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou que vai permanecer no Ministério Foto:Agência Brasil

Ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou que vai permanecer no Ministério Foto:Agência Brasil

” Em hipótese nenhuma, vou continuar no ministério até que a presidente queira”, ressaltou o ministro. Ele acrescentando que a decisão de Eliseu Padilha deixar o ministério não tem motivo político e que não procede a divulgação por alguns jornais, de que o dirigentes peemedebistas estariam pressionando os ministros da sigla a deixar o governo Dilma.

“Em hipótese nenhuma o PMDB vai deixar o governo, continua com uma posição clara e firme. As razões que levaram Eliseu Padilha a pedir a demissão não são políticas, são razões administrativas”, destacou.

Segundo informações divulgadas pela assessoria de Padilha, o motivo oficial da demissão foi uma nomeação da Anac ( Aviação Nacional de Aviação Civil) pretendida para um aliado seu, mas que foi rejeitada pela Casa Civil.

Marcelo Castro garantiu que tão certa quanto sua posição de permanecer no Ministério é a posição do PMDB de continuar aliado ao governo. Defendendo a presidente Dilma, Castro disse ter convicção de que o impeachment não será aprovado e que a votação favorável à presidente é garantida por seu partido.

“Não aconteceu nada de novo que faça o partido mudar a posição. O PMDB é governo, o Temer foi eleito junto com a Dilma, trabalhamos com ela e por ela, que é uma pessoa digna que não cometeu nenhum ato ilícito, nenhum crime de responsabilidade que justifique encerrar seu mandato legítimo”.

Na avaliação do ministro, como não há culpa, não haverá impeachment. Mesmo que haja uma parte de integrantes de seu partido que faz oposição, ele considera irrelevante diante do tamanho da sigla no Congresso. E que sem dúvida o PMDB continuará fiel para garantir a maioria de 342 votos necessária para barrar o impeachment na Câmara dos Deputados.

“Sem dúvida nenhuma. É claro que o PMDB é muito complexo e tem uma parte que tem posição contra, mas é uma minoria”, analisou Castro que, confiante, finalizou entre risos com uma de suas tiradas: ” Se depender de mim, eu não saio daqui nunca.”.

Por: Marlene Freitas | Capital Teresina

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