Vereador é preso em operação da Polícia Federal por fraude no INSS; prejuízo de R$ 27 milhões atualizada atualizada em: 8 de maio de 2018 comentarios 0 comente agora rss RSS

O vereador do município de Piripiri, Genival Cigano (PV), foi preso pela Polícia Federal, nesta terça-feira (08), durante a o “Operação Biditos”, que visa desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes a benefícios assistenciais do INSS concedidos a idosos e deficientes. Além do vereador, um empresário, uma funcionária do INSS de Parnaíba e um servidor público de Piripiri, foram presos.

De acordo com a PF, a investigação teve inicio há oito meses e contou com o apoio da Gerência Executiva do INSS no Piauí. A 3° Vara da Justiça Federal em Teresina expediu 10 mandatos de prisão preventivas, 9 mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão para serem cumpridos em 8 municípios entre os estados do Piauí, Maranhão e Ceará.

Os criminosos falsificava documentos para criar pessoas falsas para que pudessem receber o benefício. Foram identificados pelo menos 230 benefícios falsos que eram recebidos nas agências do INSS do Piauí e Ceará, gerando um prejuízo estimado em mais de R$ 27 milhões. A justiça determinou suspensão dos benefícios e bloqueio das contas bancárias dos investigados.

Os presos vão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato qualificado, falsidade ideológica e uso de documento falso. O nome da operação se refere a uma expressão utilizada por membros da quadrilha, que se dizem ciganos, para se citarem os cartões de benefícios do INSS em seu dialeto. 145 policiais federais dos estados do Piauí, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Tocantins participaram da operação, além do apoio do Segundo Batalhão da Polícia Militar da cidade de Parnaíba.

O vereador Genival Cigano (PV), foi preso em operação da Polícia Federal (Crédito: Reprodução/Portal Repórter 10)

NOTA À IMPRENSA

Teresina/PI: A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje(08/05) a “Operação Biditos” com o fim de desarticular organização criminosa especializada em fraudes a benefícios assistenciais do INSS concedidos a idosos e deficientes. A investigação iniciou-se há aproximadamente oito meses e contou com o apoio da Gerência Executiva do INSS no Piauí.

Estão sendo cumpridos na Operação 10 Mandados de Prisão Preventiva, 09 Mandados de Prisão Temporária e 29 Mandados de Busca e Apreensão nos municípios de Piripiri, Parnaíba, Brasileira, Cocal, Barras, Tianguá/CE, Tutóia/MA e Paraíso do Tocantins/TO, todos expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal em Teresina/PI, cuja deflagração contou com a mobilização de 145 Policiais Federais dos Estados do Piauí, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Tocantins.

A deflagração contou ainda com o apoio do Segundo Batalhão da Polícia Militar em Parnaíba/PI. Dentre os presos há uma servidora do INSS em Parnaíba/PI, um vereador, um empresário e um funcionário público municipal, todos de Piripiri/PI.

Identificou-se na investigação que a organização criminosa recebia mensalmente cerca de 320 benefícios assistenciais fraudulentos e adotava como modo de agir a criação de pessoas fictícias por meio da falsificação de documentos públicos (tais como certidões de nascimento, carteiras de identidade e CPFs, dentre outros), que eram utilizados para a obtenção dos benefícios em diversas agências do INSS no Piauí e Ceará.

Esses benefícios com indícios de fraude causaram um prejuízo efetivo ao INSS no montante de R$ 27.669.685,27. A Justiça Federal já determinou a suspensão de tais benefícios, medida que evitará um prejuízo mensal ao INSS de R$ 305.280,00 e um prejuízo futuro estimado superior a 19 milhões de reais.

Os investigados deverão responder pelos crimes de associação criminosa (artigo 288 do CPB), estelionato qualificado (artigo 171, § 3º, do CPB), falsidade ideológica (artigo 299 do CPB) e uso de documento falso (artigo 304 do CPB).

A Justiça Federal também determinou o bloqueio de contas bancárias dos presos e a suspensão do exercício da função pública para a servidora do INSS e para o servidor da Prefeitura de Piripiri/PI.

Após a lavratura dos procedimentos legais na Superintendência da Polícia Federal os presos serão encaminhados ao Sistema Prisional, onde ficarão custodiados à disposição da Justiça.

O nome da Operação “BIDITOS” decorre da expressão utilizada por alguns dos membros da quadrilha, que se dizem ciganos, para se referirem aos cartões de benefícios do INSS em seu dialeto.

Logo mais as 11H será concedida uma entrevista coletiva à imprensa objetivando passar mais informações sobre a operação.

Teresina/PI, 08 de maio de 2018

Portal Meio Norte

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