Câncer de pele atinge quase duas mil pessoas por ano no Piauí

Em viagem com uma amiga de trabalho, a publicitária Jeane Melo foi alertada sobre um sinal nas costas. Do alerta ao diagnóstico de câncer de pele, passando por inúmeros exames e uma cirurgia, ela viveu a angústia da doença e hoje faz o alerta: “você precisa ficar alerta em relação não somente à pele, mas em relação a tudo”.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa é que cerca de 180 mil novos casos de câncer de pele ocorreram em 2016 – valor que corresponde a 30% de todos os casos de tumores malignos no Brasil. Somente no Piauí, foram registrados 1.790 casos de não melanoma em homens e mulheres ano passado, sendo 230 apenas em Teresina. A boa notícia é que ele apresenta altos percentuais de cura, se for detectado precocemente. Entre os tumores de pele, o tipo não-melanoma é o de maior incidência e mais baixa mortalidade.

Segundo o oncologista Cláudio Rocha, existem 54,26 casos de câncer de pele não melanoma a cada 100 mil pessoas no Piauí, esta incidência é mais baixa do que a maioria dos estados brasileiros. “Isto pode ser devido ao hábito da população de se proteger mais dos raios solares. No Brasil, há uma alta incidência nos estados do Sul e Sudeste. Quando se trata do melanoma, tipo mais agressivo de câncer de pele, há apenas dois casos a cada 100 mil habitantes por ano no Piauí”, explica.

Fatores de risco

Por conta das altas temperaturas na Capital, é preciso que os cuidados com a pele sejam constantes para evitar os efeitos nocivos dos raios solares – fator tido como uma das causas principais do aumento nos índices de tumores de pele entre a população brasileira. Segundo Cláudio Rocha, exposição à luz solar (especificamente a radiação ultravioleta) e pele clara são os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pele. Raios UV danificam o DNA de células, o que pode causar o crescimento sem controle das células da pele.

Ele alerta ainda que outros fatores de risco incluem indivíduos com sensibilidade ao sol, sistema imune debilitado, histórico familiar de câncer de pele e exposição à radiação artificial.

Por: Biá Boakari – Jornal O Dia

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