Perito diz que corpo de Camilla Abreu não tinha sinais de estupro

A estudante de direito, Camilla Abreu, desapareceu na última quinta-feira (26). Ela foi vista pela última vez em um bar no bairro Morada do Sol, na zona leste de Teresina, acompanhada do namorado e capitão da PM, Allisson Wattson. Após o desaparecimento, o capitão ficou incomunicável durante dois dias, retornando apenas na sexta-feira (27) e afirmou não saber do paradeiro da jovem.

O diretor do Instituo Médico Legal (IML) de Teresina, Antonio Nunes, disse que a perícia feita no corpo da estudante Camilla Abreu descartou a hipótese de estupro. De acordo com ele, agora serão realizadas novas análises para saber se realmente houve relação sexual com consentimento da jovem.

Camilla Abreu (Foto: Reprodução Facebook)

“Confirmo sim, não tem sinais de estupro [no corpo de Camilla]. Não teve sinais de que ela foi forçada, ou algo assim. Quanto a relação sexual consentida a gente está pesquisando ainda, vamos testar os espermatozoides. A gente vai fazer [esse teste] amanhã pela manhã”, adiantou Nunes.

Quanto a perícia feita no carro do acusado pela morte de Camilla Abreu, o capitão da Polícia Militar, Allisson Wattson, que era namorado da vítima, Antonio Nunes confirmou que foram encontrados vestígios de sangue.

“Embora a gente já saiba o que aconteceu, eu não estou falando muito sobre o carro porque a gente não tem um laudo ainda. Como vai ser feito hoje a gente está se reservando em não falar muito. Mas, posso dizer que encontramos sague. Agora, não posso falar da dinâmica [do crime] ainda”, disse ele.

De acordo com o diretor do IML, o veículo do acusado, um Corolla azul, ainda será periciado em busca do projétil que matou a estudante. “Ainda vamos fazer uma nova perícia no carro agora para procurar o projétil para saber se não está no carro em algum lugar”, disse Nunes.

O crime

A Delegacia de Homicídios, coordenada pelo delegado Barêtta, assumiu as investigações. O capitão foi visto em um posto de lavagem às margens do Rio Parnaíba, a fim de lavar seu carro sujo de sangue. Allisson disse ao lavador de carros que o sangue era decorrente de pessoas acidentadas que ele havia socorrido.

Na tentativa de ocultar as provas do crime, o capitão trocou o estofado do veículo e tentou vendê-lo na cidade de Campo Maior, mas não conseguiu pelo forte cheiro de sangue que permanecia no carro.

Durante investigação, a polícia quis periciar o carro, mas Allisson disse ter vendido o veículo, mas não lembrava para quem. No início da manhã desta terça-feira (31), o delegado Francisco Costa, o Barêtta, confirmou a morte da jovem. Já na parte da tarde, Allisson foi preso e indicou onde estava o corpo da estudante.

Na manhã desta quarta-feira (01), o corpo da estudante foi enterrado sob forte comoção no cemitério São Judas Tadeu.

POR: GERMANA CHAVES | GP1

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.