Rendimento do auxílio emergencial do piauiense caiu 46% em seis meses

O IBGE divulgou nesta quarta-feira (13) mais uma Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios voltada para a Covid-19 (PNAD Covid) e um dado que chama bastante atenção diz respeito às finanças e a à crise econômica instalada com a pandemia do novo coronavírus. De acordo com o levantamento, o rendimento médio do auxílio emergencial do piauiense caiu 46% em seis meses.

No mês de maio, por exemplo, a média do benefício recebido era de R$ 983,00 no Piauí. Esse valor caiu para R$ 5222,00 em novembro No Brasil, o movimento também foi de redução do rendimento médio do auxílio: o valor passou de R$ 871,00 em maio para R$ 558,00 em novembro, uma queda de 35,9%. A análise dos dados mostra que o rendimento do auxílio emergencial recebido pelo piauiense em seis meses caiu mais do que a média do país inteiro.

De acordo com o IBGE, o Piauí teve a segunda maior queda no rendimento do auxílio emergencial, ficando atrás apenas do Estado da Paraíba, onde o rendimento do auxílio caiu 48,5%, saindo de R$ 945,00 em maio para R$ 487,00 em novembro. A menor redução se deu em Santa Catarina, onde a média do rendimento do auxílio emergencial foi de R$ 681,00 em maio para R$ 763,00 em novembro, uma queda de 10,7%.

Vale lembrar que o Brasil é o estado com a maior taxa de domicílios que receberam o auxílio emergencial do Governo Federal em novembro: pelo menos 545 mil residências no Estado foram beneficiadas com o valor, o que soma 57,5% do total de domicílios do Estado.

Aumentam os números de empréstimos

Se por um lado, o rendimento médio do auxílio emergencial caiu no Piauí, por outro, houve um aumento no número de piauienses solicitando empréstimos para complemento da renda. Segundo o IBGE, em novembro houve solicitação de empréstimos em 76 mil domicílios do Piauí. Foi um aumento de 105% em relação à quantidade de solicitações de empréstimos realizadas em julho, quando a PNAD Covid começou a ser feita.

Naquele mês, 37 mil domicílios fizeram empréstimos no Piauí. Em julho, apenas 37 mil domicílios haviam buscado empréstimos, sendo que 31 mil conseguiram e 6 mil não conseguiram o auxílio financeiro. Em termos percentuais, cerca de 3,3% dos domicílios piauienses tiveram solicitação de empréstimo concedida em julho, proporção que alcançou 7,1% em novembro.