Busca pela perfeição nas redes pode levar a transtornos psicológicos

Nesta semana, a rede social Instagram completa dez anos de existência. Uma das redes responsáveis por remodelar a forma como lidamos com o conteúdo online, o Instagram tem cerca de 70 milhões de usuários somente no Brasil. Apesar das oportunidades proporcionadas pelas redes, como o empreendedorismo, autopromoção da imagem pessoal, dentre outras utilidades, as redes sociais também podem contribuir para o adoecimento psicológico dos usuários. É o que explica a psicóloga Lilyane Moura.

Foto: O Dia

Segundo ela, o acesso a conteúdos que beiram a perfeição, através de edição, pode gerar transtornos para quem utiliza essas redes. “Corremos o risco de ficar presos numa timeline perfeita e comparar com a nossa vida, que tem falhas, decepções. Só que essa é a vida real, com seus altos e baixos, alegrias e medos, porém, a rede social muitas vezes não explana esse outro lado, o lado real, sem edição”, explica.

Para ela, o consumo desse conteúdo irreal pode ser adoecedor, na medida em que o uso que se faz dessas redes dificulta com que os usuários percebam o que conseguem alcançar dentro das suas possibilidades reais, a partir daquilo que são, com suas capacidades e o seu próprio corpo.

No entanto, por não alcançarem os resultados almejados, muitos usuários acabam por desencadear problemas de baixa autoestima ou até mesmo ansiedade, já que a meta é sempre alcançar uma perfeição inexistente, produzida através de efeitos, filtros, iluminação e, claro, ostentação.

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